Michele Souza
Durante minha vida, muitas pessoas passaram por mim, dia após dia.
Mas somente algumas dessas pessoas, ficarão para sempre em minha memória.
Mas somente algumas dessas pessoas, ficarão para sempre em minha memória.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Esse Avaí... hummm
Acordo animada, é dia de jogo.
Abro a gaveta e lá está a minha camisa da sorte, não vou para nenhum jogo sem ela. Depois de algumas batidas para tirar a poeira e umas alisadas para tirar os vincos, visto-a com todo o prazer do mundo, junto meus pertences e vamos ao estádio.
Gente, muita gente. Meu time ainda tem chances nessa competição de pontos corridos importada. Brasileiro gosta mesmo é de mata-mata. Não importa, meu time ainda tem chances de ser campeão.
Metade do primeiro tempo, o jogo está tenso, o gol não saí, os jogadores estão presos, nada se cria. A torcida começa a ficar impaciente. Gritos de protesto até o final do primeiro tempo. Tudo bem, é só virar de campo e fazer a lição de casa, não precisa ficar nervoso. Intervalo, pipoca, sorvete, salgadinhos e água. É só um real. Tempo para sentar um pouco, sem moleza na arquibancada, são noventa minutos de pé, pulando e aplaudindo, muita água na garganta para agüentar os gritos. Começa a chuva, por que eu não comprei aquela capinha de apenas um real? Os torcedores se apertam, mas é inevitável o banho. Tudo bem, saio molhado, mas saio vitorioso.
Começa o segundo tempo, a torcida está nervosa, começa a vaiar os próprios jogadores. Fulanooooooo, comedor de farinha, toca essa bola direito. Presta atenção, volta para a baia seu pedreiro. É um jogo simples, é só fazer a lição de casa, calma, toque a bola e o gol sai. O gol não sai. Vai sair. Não sai. Gol. Gol do adversário. Silêncio no estádio. Um garotinho começa a chorar, alguns torcedores gritam, esbravejam. Uma parte da torcida ensaia um canto de apoio, somos o time da virada. Vamos lá, nada está perdido.
A torcida grita mais alto, o tempo está passando, as cabeças olham para o campo e para o relógio. Vamos, vamos p... Começo a perder a minha paciência, o que esse jogadorzinho de merda está fazendo no meu time. As reações na torcida começam a ficar confusas, uns apóiam, outros protestam. Vai, vamos lá, eu ainda acredito. Quase sai o gol, goleiro desgraçado, vai, vai, ainda temos tempo, só quarenta do segundo tempo, vamos ao menos empatar. Vai, vai. Gol. Gol do adversário. Fico indignada, minha garganta dói de tanto gritar, xingar coisas que deixariam minha mãe de cabelo em pé.
A derrota do time é a minha derrota também. Escuto alguém falar que isso estragou seu fim de semana, o meu também. Sinto ódio pelo meu time, que fez eu passar por tudo isso e uma vergonha. Saio do estádio e sento em uma mureta. Como eles puderam perder? Depois de alguns instantes eu levantei, fui até a bilheteria: por favor, um ingresso para o jogo da semana que vem.
Então até domingo na ressacada...
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